segunda-feira, outubro 9

Stonehenge - uma história


Ela partiu em viagem para um país. Sabia o seu destino. Na sua realidade 3D sabia que ía em trabalho. Na sua realidade, maior que 5D, não sabia ainda a direcção e o porquê daquele país. Sabia que tudo se iria esclarecer.
Num fim de tarde, a sobrevoar uma camada espessa de nuvens, apercebe-se de estar a passar no Canal da Mancha. No avião, passam as imagens de localização em que se encontra no mapa. Olha para a janela, num olhar perdido e de apreciação do mundo que sobrevoa.
Ao fundo, observa uma abertura, em círculo, na camada espessa de nuvens. E a luz que dali emana, é dourada. Linda e pura. Sorri e vem-lhe ao pensamento: "os sacerdotes e as sacerdotisas estão reunidos agora".
Não mais se lembrou deste pensamento.
Passaram dois dias. Na manhã do terceiro dia, pensa, vou a Stonehenge.
Sem sequer sonhar quão perto ou longe, ficava Stonehenge, simplesmente sentiu o ímpeto de lá ir. Não perguntou a si própria porquê. Simplesmente, tinha de ir.
Assim que firmou este sentimento em si própria, deu por si, numa qualquer rua de Londres a dirigir-se a uma montra que dizia London Central Station. Não fazia ideia do que era aquilo, mas foi lá.
Sorriu quando percebeu que era um posto de turismo.
E agradeceu à divina providência por estar no caminho certo.
Entrou e dirigiu-se a uma das pessoas que estava a atender e que tão simpaticamente, como aliás já estava habituada, lhe perguntou o que desejava.
E ainda meia aturdida se limitou a pronunciar 'Stonehenge'.
Dirigiram-na então para outra secretária de atendimento.
Ao chegar lá, simplesmente disse: "Quero ir a Stonehenge de comboio". Ela não fazia ideia se havia comboios para lá, não fazia ideia do transporte que poderia apanhar. Nem sequer se apercebeu que tinha dito que queria ir de comboio, excepto, quando quem a atendia lhe sorriu e disse "Essa é mesmo a melhor forma de lá ir".
Com horários na mão, preços de transportes e localização das estações, decidiu ir no dia em que regressaria ao seu país. Sabia que tinha que apanhar o comboio para Salisbury. Não fazia ideia de onde, geograficamente, se localizava esta pequena cidade. Olhou então para o livrinho que lhe tinha sido dado. Observou o mapa, e apercebeu-se que Salisbury, ficava pouco acima da linha do Canal da Mancha. E, que, Stonehenge, muito perto de Salisbury, se situava um pouco mais para norte. Nesta altura, avivou-se-lhe na memória a imagem que vira do avião. Ficava na direcção que tinha visto o circulo dourado, e que tinha tido aquele pensamento. Então percebeu como os sinais já lhe indicavam a razão da sua viagem.
Na manhã em que decidira partir, apanhou o comboio à hora definida. E seguiu viagem. 90 minutos de viagem. 90 minutos que sentiu de plena felicidade. 90 minutos que lhe permitiram transbordar a sua taça de amor. Estava feliz. Não sabia o que a esperava, não sabia porque ía. Mas estava feliz.

Entrou em Stonehenge. A energia era grande, mas subtil.
Olhou em volta. Todas as pessoas que, também, lá estavam andavam com uma espécie de telefone no ouvido. Era a descrição do local, a história que lhe estava atribuída.
Nem sequer olhou para aquelas coisas. Não sentiu necessidade de ouvir o que aquelas máquinas tinham para lhe dizer. E começou a caminhar.
No local, não era permitido chegar perto das pedras. Existia um outro circulo em volta, onde se podia caminhar, observar, sentir.
Ela fechou os olhos e deixou-se guiar pelo que o coração lhe dizia.
Estava frio, estava vento. Mas continuou a procurar sentir aquela energia.
Ao fundo, onde o sol se põe, reparou num banquinho e ao aproximar-se soube que tinha que ali sentar-se por uns momentos.
Assim fez.
Sentou-se, fechou os olhos, abriu o cardíaco e entrou.
Passou um portal, e viu-se no meio do circulo das pedras, num circulo com outros tantos sacerdotes e sacerdotisas.
A luz era imensa e circulava com imensa velocidade.
Dir-se-ía que a aguardavam pois sabiam que ela fazia parte daquele circulo druídico.
Iniciou-se então um ritual de recuperação da capacidade de viajar no tempo. Ela foi ao futuro, e foi ao passado.
Questionou se haveriam questões passadas não resolvidas, com aquelas pessoas, com aquele povo.
A resposta veio de forma rápida e consistente.
Ela regressara lá para relembrar aquilo que havia esquecido ao longo de várias encarnações.
Explicaram-lhe que o seu desaparecimento como povo, se devera a um salto quântico, por elevação de consciência, e uma migração em massa para outros universos.
Explicaram-lhe sobre o seu conhecimento àcerca de forças telúricas e energéticas, de comunhão entre a terra e o céu.
Aceitou ser a única responsável e capaz pela sua própria reintegração como ser uno que é. Isto é, só ela seria capaz de se auto-curar, só ela entenderia a vibração que tinha.
Explicaram-lhe do conhecimento estelar e espacial que possuíam; como o seu contacto com naves era corrente.
Apercebeu-se também da enorme nave que ali estava ancorada enquanto decorria a reunião do circulo.
Outros conhecimentos lhe foram transferidos e que só com o tempo conseguirá entender e relembrar.
Viu-se renascer. Um parto bonito e tranquilo.
Voltou a amar estar naquele local com aqueles seres, tal como sentira outrora. Entendeu que este era um sentimento que já tivera.

O tempo passou, e noção que dele tinha era nula.
Quando abriu os olhos, os milhares de pássaros que poisavam nas pedras, levantaram vôo e à sua frente começaram a desenhar o simbolo do infinito, uns atrás dos outros.
Ela então, puxou do seu caderninho de apontamentos e escreveu o pouco que se lembrava. Tentou descer um pouco mais à terra. E quando encerrou definitivamente a sessão, os pássaros, que então tinha pousado novamente nas pedras, levantaram vôo, proferiram mais um circulo infinito e desvaneceram-se.
Simplemente, se foram embora.

A reunião do circulo havia terminado.
Ela pensou, Assim é!
Todas as fotos foram tiradas em Inglaterra. Por mim.

quinta-feira, outubro 5

Saudades, talvez e porque não?

Dir-se-ía que esta minha aprendizagem do desapego, afinal não tem sido tão crítica quanto eu julgava que podia ser. Consegui surpreender-me a mim mesma.
Parecerá egoísmo, falta de amor? Não. Claramente, não é nada disso.
É mesmo conseguir amar sem depender. É conseguir estar só sem me sentir sozinha, sem sentir solidão.
Em nenhum momento senti solidão.
Quererá isto dizer que o meu ser está pleno, completo e tão cheio de amor próprio e auto-estima que não sinto necessidade de uma companhia que me preencha as minhas lacunas?
Creio que sim.
Dos que deixei em casa, deixei o meu amor, o qual emito diariamente, com imensa tranquilidade. Mas saudades, saudades, daquelas que deixam as pessoas profundamente tristes, melancólicas, e todo o tipo de sentimentos infelizes, e que demonstram na verdade, uma solidão, um vazio interior, dessas não tenho.
Pelo contrário, sinto-me feliz, por saber que o mundo não pára sem mim. E que mesmo eu não estando, a vida decorre normalmente.
Estou feliz. Estou plena. Sinto-me alinhada.

terça-feira, outubro 3

Conversas e pensamento alheios




St. James Park.


Onde a vida, dá côr à própria vida.


Onde a vida concorre com outras vidas por um pouco de comida e calor, neste inicio de outono, já bastante frio.
Há que racionar o alimento, e escondê-lo para que no Inverno frio, que se faz anunciar, possa ter com que me aquecer.





Caminho, só, mas cheia.

Observo a natureza, as pessoas, os meus passos.

Ouço-me e ouço-os...

Em grupos de dois...

Conversam, riem-se, pensam, calam-se. E ficam.





Ou em grupos de três.

Param, sentam-se e ouvem a voz do silêncio.

Pairam no ar, ali, em comunhão com a mãe natureza.

E eu sinto...

Continuo a sentir estas emoções, a ouvir estas conversas.









Outros, há, como eu.

Sós, e que param, num momento de descanso, e olham para o céu.

E eu... prescuto o pensamento deles, as suas emoções, as suas alegrias, e angústias.

E, aqui parada, neste verde abundante, olho à volta e percebo que na agitação, na pressa e na calma, somos todos um. Todos filhos do Universo. Todos provenientes do mesmo Pai.

E, nisto, enquanto olho à volta, neste dia cinzento, frio e a ameaçar chuva a qualquer momento, um destes filhos do Universo aproxima-se e diz "You have to pay for using the chair".

Peço desculpa e, agora, de cócoras, termino de escrever aquilo que comecei.

Dir-se-ía que entendeu que eu estava a ouvir os pensamentos e as conversas alheias e que isso, não me era permitido.

Pois então, sigo a minha jornada.

Farwell caro guardador de cadeiras e pensamentos alheios.

Todas as fotos tiradas em Londres. Por mim.

segunda-feira, outubro 2

A data da tua...


To carve out.
Dials quaintly.
Point by point.
Thereby to see the minutes, how they run:
How many makes the hour full complete,
how many hours brings about the day,
how many days will finish up the year,
how many years a mortal man can live.

Shakespeare, Henry VI, Part III


Uma espécie de relógio do sol. Interessante. Ainda vou lá voltar.

Foto tirada em Londres. Por mim.

domingo, outubro 1

View from a Window


Destino : Londres
Partida prevista: 14.45
Chegada prevista 17:20
Vôo TP356


A espera...

Espera no aeroporto pela hora de embarque....

As pessoas, gente como tu e eu... esperam.

Umas mais pacientemente, outras mais incomodadas...

Todas têm algo em comum...

A espera.

Da minha janela, do Airbus A321 de nome Amália Rodrigues, sento-me, enquanto ouço música.

Observo que a minha espera, deverá ser menos longa. Já ninguém se encontra a embarcar.

Já todos os passageiros entraram. É agora penso eu.

E todos, creio, também pensam a mesma coisa.

Ainda ouvimos as bagagens a entrar, ainda ouvimos ruídos por baixo dos nossos pés.

Eu deixei de me preocupar. Deixei de os ouvir.

Olho para fora, tentando perceber a vida que corre, a agitação e a pressa de todas as pessoas que trabalham numa pista de aeroporto. Compreende-se...

Tanta gente à espera.

Eu dizia que já não esperava? Foi só mais uma hora e trinta dentro do avião. Questões atmosféricas impediam que levantássemos vôo. Questões atmosféricas em Londres! Chuva, vento e tempestade. Exactamente aquilo que me apetecia.

Eu até nem trouxe chapéu de chuva!

Da minha janela, já bem lá em cima, vejo imagens maravilhosas, e fundo-me com o céu, e fundo-me com a terra.

E as lágrimas correm-me, pelo treino do desapego. Não consigo retê-las, nem quero, nem preciso. Deixo-as então correr.

Os meus anjicos, como lhes chamo, ficaram em terra. Uma semana de "férias" de mãe. É bom penso eu. Faz-lhes bem a elas e a mim.

Sinto que esta distância, que esta semana, me fará ponderar uma série de questões pendentes.

E acima das nuvens, observando-as, amo o que vejo, é absolutamente pleno. Imenso, vasto. Como todo o Universo. Como o Pai.

E quando olho para baixo, vejo-vos, a vocês, meus anjicos, com os olhos do meu coração, e acenam para cima e dizem "Olha um avião! Oh, mãe, onde está?", "Está por cima das nuvens, onde não conseguem ver", respondo eu. Mas sabem, sabem sim, que estou aqui, mas ainda assim, tão perto de vocês.

36000 pés de altitude - 982 Km/Hora - Temperatura exterior : -55ºC

Fotos tiradas aqui e ali. Por mim.

sexta-feira, setembro 29

E se um desconhecido de repente te...




O dia amanheceu cinzento. Vislumbrava-se chuva no horizonte, mas o trabalho obriga a que até nestes dias se tenha que sair de casa.
Ela, que habitualmente, levava para leitura nos transportes, um livro, hoje esqueceu-se dele. Saiu de casa, e já a caminho do trabalho se lembrou que se tinha esquecido. Sorriu e agradeceu. Sabia que hoje ía ser diferente.
Uma alteração à rotina dela, geralmente, oferece-lhe oportunidades diferentes. Ela conhece os sintomas.
Trouxe da estação de comboios um jornal, e sentou-se tranquilamente a folheá-lo, enquanto o comboio em marcha se punha.
Já em andamento, toda a gente instalada nos seus lugares, ele passa no corredor, e volta para trás. Ela não o viu, mas sentiu-o.
E senta-se. Era ali.
Era ali que tinha que se sentar.
Dois bancos, à frente, diagonalmente virado para ela.
Ela levanta os olhos, e fixa-o.
Os olhares cruzam-se, num olhar prolongado demais para ser uma simples troca de olhares. A troca, fez-se.
Fez-se sim, uma troca energética, de reconhecimento. O olhar doce e enternecedor de cada um, encheu o coração do outro.
Ela, baixou os olhos e voltou para o jornal que tinha nas mãos, mas sentia...
Sentia-o.
Voltou a levantar os olhos e fixamente entrou nele. No olhar dele. E sentiu, uma ternura imensa. Uma carência imensa, uma profunda tristeza, de solidão e, agradecimento por aquela troca.
E esboçou-lhe um sorriso, que ele retribuiu.
Ela, então, olhou para fora, e como que alheando-se daquele local, perguntou-se sobre a vida, e esperou a resposta.
Chegou a estação de saída dele. Agora então, um sorriso bem aberto trocaram.
Um acenar e o Adeus, até um dia.
Já na estação, ele aguardou nas escadas que o comboio passasse para ainda poder, timidamente, acenar e sorrir uma vez mais, e então desvanecer-se no espaço.
E o com o coração cheio de amor, lá seguiram os seus caminhos individuais.
Ambos se sentiram felizes. Sorridentes. Sabiam que aquele dia lhes iria correr fantasticamente bem. Porque não havia mal que ali pudesse entrar. Todo o seu dia já estava preenchido por um coração acalentado e que sorria de alegria.
Pequenas trocas energéticas, com olhares que se cruzam, com sorrisos doces e serenos, tímidos, abertos, quentes.
Pequenas trocas energéticas curadoras, que nos fazem amar a vida.


segunda-feira, setembro 25

The Meatrix I e II



A saga continua... http://www.themeatrix2.com/

Em The Meatrix II, fala-se de fábricas de lacticínios e quintas com novas tecnologias na área dos lacticíneos.
Explica-se os antibióticos e hormonas injectados às vacas para que estas produzam mais leite, como é que os bezerros separados à nascença das mães são artificialmente alimentados, onde se inclui sangue das próprias vacas, espalhando assim a doença das vacas loucas.

Para aqueles que não assistiram ao primeiro filme desta série, podem assisti-lo aqui http://www.themeatrix.com/
Neste primeiro filme, fala-se da produção de carne animal.

Em qualquer dos filmes, fica a mensagem final, para que as pessoas procurem produtores caseiros, quer de carne, quer de lacticíneos.

Há-de voltar a ser maravavilhoso o mundo, quando nos virmos todos livres da Matrix, e quando toda a gente conseguir perceber o alcance que ela tem.

Muita paz para todos e muita, mas muita luz para Gaia.

Selos

EU SOU LUZ E QUERO ILUMINAR...
Cada passo do meu caminho para poder partilhá-lo contigo.