sexta-feira, novembro 24

Esqueci-me de me esquecer

Danae de Gustav Klimt


Hoje tive este pensamento


Às vezes tenho vontade de me esquecer de tudo o que já aprendi,
Simplesmente para recomeçar tudo de novo.




Hum… estarei a iniciar um novo ciclo?
Bem, a ser, que seja um ciclo pacífico e tranquilo que o meu ser agora não está para grandes irritações...
Paz então é o que me desejo e a vocês também.

sexta-feira, novembro 17

Regresso a Casa


- O que é que realmente queres, Michael? Diz-nos o que realmente desejas. Mas tem cuidado com o que vais dizer, pois a energia de Deus, geralmente, é literal. Além disso, nós sabemos o que tu sabes. Não podes enganar a tua própria natureza.

...

- Tu não tens ideia do quê e de quem és realmente, Michael Thomas. Achas-me maravilhoso? Pois deverias ver como Tu és! Um dia verás. Quanto a conhecer os teus pensamentos e sentimentos, é claro que os conheço. Sou uma parte do apoio que recebes, portanto estou contigo de muitas maneiras. É uma honra para mim aparecer junto de ti. Desta vez, porém, é a tua intenção que criará as mudanças. Tens agora a oportunidade de me dizer, ou não, qual o teu maior desejo como ser humano. A resposta deve vir do teu próprio coração e ser dita em voz alta, para todos ouvirem, até tu! A tua decisão representará uma enorme diferença para muitos seres.
Mike deixou aquelas palavras penetrarem dentro dele. Teria de dizer a sua verdade, mesmo que não fosse exactamente o que o anjo queria ouvir. Pensou por um momento e disse:
- Eu quero ir para casa! Estou cansado desta vida de ser humano!
...
- Michael Thomas de Propósito Puro, a fim de determinar se é isto que queres, devo fazer-te mais uma pergunta antes de continuar a falar sobre o assunto: o que esperas ganhar indo para Casa?
...
- Quero ser amado e estar perto do amor. Quero sentir-me pacífico durante a minha existência. Não quero estar sujeito às preocupações e às interacções triviais daqueles que me cercam. Não quero preocupar-me com dinheiro. Quero sentir-me solto! Estou cansado de estar sozinho. Quero sentir-me importante para outras entidades no Universo. Quero saber o propósito da minha existência, e que a minha parte no céu - seja qual for o seu nome - é útil ao plano de Deus. Não quero continuar a ser um ser humano como tenho sido. Quero ser como tu! É isto que "ir para Casa" significa para mim.


Também já pensei assim...

Mas cresci! E agora acredito que a minha função, o meu propósito têm que ser cumpridos aqui em baixo, e que não tenho eu que "ir para Casa", mas tenho que trazer a casa até mim.

Ser embaixo como em cima. Criar a minha casa aqui para mim, para a minha familia e para todos os que me rodeiam.

Entender que o céu, não é lá, mas sim aqui. E que é aqui que tenho que vivenciar todas as experiências que me permitem evoluir. E utilizar o meu potencial criador para criar a minha própria vida, tal e qual como quero.

Isto sim, é ir para Casa!

Excerto retirado do livro 5 de Kryon - O Regresso a Casa em que Michael Thomas conversa com o Anjo Branco
(para quem não leu, aconselho vivamente esta leitura)

segunda-feira, novembro 13

Do perdão


Portanto, se fores até ao altar para levares a tua oferta, e aí
te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa
a oferta diante do altar e vai primeiro fazer as pazes com o teu
irmão; depois volta para apresentar a oferta.

Jesus, Mateus 5:23-24 V.S.R

De que nos serve ofertar, de que nos serve dizermos que amamos o nosso parceiro(a), de que nos serve dizer que gostamos muito do nosso irmão, do pai, da mãe, de todos, quando nem sequer ainda nos perdoámos a nós próprios por actos, palavras erros cometidos ao longo desta vida, e de muitas outras em que cá andamos?

E se não nos perdoámos a nós próprios, como seremos nós capazes de perdoar o outro?
Porque há necessidade de haver perdão?
Porque houve ofensa?
Falta de respeito?

E porque houve tudo isto?
Porque primeiramente não nos soubemos respeitar a nós próprios.
Porque só saberemos respeitar os outros quando primeiramente nos conseguirmos respeitar a nós próprios.
E dizemos, quantas e quantas vezes, "Eu não lhe faltei ao respeito!", com o tom da indignação porque nos sentimos insultados, ofendidos.
Mas... e será que nos soubemos respeitar a nós próprios?
Será que a nossa ofensa não é para connosco mesmos?
Pronto, o erro está cometido, a palavra proferida, o desagrado instalado. E agora?

Agora resta-me perdoar-me por não me ter sabido respeitar e resta-me perdoar-me porque não soube amar-me o suficiente para me ter deixado entrar numa guerrinha de egos.

E agora?
Agora abraço-me, num abraço de profundo amor, com todo o respeito por mim mesmo, e verdadeiramente sentindo o perdão que devo ter por mim próprio.

E quando tiver conseguido isto?

Hum... que tal fazer o mesmo ao outro? Ao meu parceiro(a), ao meu amigo, ao meu irmão, ao meu pai, mãe, aos meus filhos.

Que tal abraçá-lo num abraço de profundo amor, respeitando-o, aceitando-o e perdoando-o?

Não há melhor do que um abraço.

É bom, envolvente, aconchegante, e quando os corações se sincronizam, então, ainda é melhor.

Deixo-vos um abraço destes.

E muita paz, também.

terça-feira, novembro 7

Roma e Pavia não se ...


Temos que reconhecer uma vez mais que o indivíduo não existe sozinho nele mesmo mas na coletividade, e que perfeição e libertação individual não são o sentido completo da intenção de Deus no mundo. O uso livre de nossa liberdade inclui também a libertação de outros e da humanidade, e a perfeita utilidade de nossa perfeição é, tendo realizado em nós mesmos o símbolo divino, reproduzi-lo, multiplicá-lo e finalmente universalizá-lo em outros.

A maioria das pessoas vive em sua personalidade exterior comum e ignorante que não se abre facilmente ao Divino; mas há um ser interior dentro delas, do qual elas não sabem, que pode se abrir facilmente à Verdade e à Luz. No entanto há uma parede que as separa dele, uma parede de obscuridade e não-consciência. Quando ela desmorona, então há uma libertação.
Permanecer tranqüilo dentro, firme na vontade de ir até o fim, recusando ficar perturbado ou desencorajado por dificuldades ou flutuações, esta é uma das primeiras coisas a serem aprendidas no Caminho.
Se há dificuldades, tropeços ou falhas, deve-se olhar para eles quietamente e chamar para dentro tranqüila e persistentemente a ajuda Divina para removê-los, mas não se permitir ficar transtornado ou angustiado ou desencorajado... a mudança total da natureza não pode ser feita em um dia.

Sri Aurobindo

segunda-feira, novembro 6

Que entendeis por “levar uma mensagem”?



Que entendeis por “levar uma mensagem”? Entendeis repetição de palavras – propaganda? A propaganda, por sua própria natureza, é um meio de condicionar a mente.

Qualquer espécie de propaganda – a propaganda comunista, a propaganda religiosa, etc. — visa condicionar a mente.

Se aprenderdes uma “técnica” (como modernamente o chamais), um método, se o decorais e repetis, sereis um bom propagandista; se sois arguto, hábil, eloquente, condicionareis os vossos ouvintes de uma maneira nova, em substituição da antiga; mas isso será ainda condicionamento, ainda que limitado. É esse o nosso problema.

Os problemas surgem porque estamos condicionados. A nossa educação condiciona-nos. É possível ter a mente livre de condicionamento? Esse estado tem de ser descoberto. Não se pode dizer que ele é possível ou impossível.

Quando perguntais “possuís uma técnica?” Talvez entendais um método, um sistema para aprenderdes como um estudante e para repetirdes. O problema é algo muito mais fundamental, e radicalmente diferente. Não há técnica que aprender. Não necessitais levar a minha mensagem; o que deveis levar é a vossa mensagem, e não a minha.

Esta existência de sofrimento e confusão é o vosso problema. Se o compreenderdes, se puderdes compreender a experiência de uma mente condicionada, e passar além, sereis vós então quem ensina; não haverá então mestre, e não haverá discípulo. Mas, tendes de compreender a vós mesmos, e não de aprender a minha técnica ou levar a minha mensagem.
O que importa é que se compreenda que este é o nosso mundo; que juntos podemos construir este mundo: juntos e felizes; que nós, vós e eu, estamos em relação um com o outro; que o que fazeis e o que eu faço, interiormente, é de grande significação; que a maneira como pensamos é importante; e que o pensamento, que é sempre condicionado, não resolverá o nosso problema.

O que resolverá o nosso problema é a compreensão das tendências do nosso pensar. No momento em que compreendermos a maneira como pensamos, dar-se-á uma radical transformação, interiormente não seremos mais hinduístas, cristãos, comunistas, socialistas ou capitalistas; seremos entes humanos, entes humanos dotados de sentimentos, de amor, de consideração. Isso não resulta meramente de se aprender uma técnica ou de se levar a mensagem de outro homem.

Não se pode adquirir amor mediante o emprego de uma técnica. Pode-se adquirir sensação, por meio de uma técnica; essa coisa, porém não é amor. O amor é algo que se não pode ensinar, que se não pode difundir por meio dos jornais, de técnicas, de propaganda.

Ele tem de ser sentido e tem de ser compreendido. Mas se repetis “amor, amor, amor”, isso não tem sentido nenhum. Tereis conhecimento desse amor, quando vossa mente for tranquila, quando estiver livre do seu condicionamento, das suas ansiedades, dos seus temores. E esse amor é que é a verdadeira revolução, a qual alterará todo o processo do nosso ser.


Krishnamurti
8 de fevereiro de 1953 – Palestra em Bombaim
Do livro: “Autoconhecimento – Base da Sabedoria”


Numa iniciativa conjunta os seguintes blogues possuem todos o mesmo post colocado a 6 de Novembro


Difusão da Alma
Fuzil Cósmico
Nave Azul
O Cálice
O Novo Homem
Postais da Novalis
Com a Palavra, o Meu Lado Infinito (por razões técnicas só fará a sua publicação mais tarde)

sexta-feira, novembro 3

Vida... serenidade

Imagem: http://dailymandala.blogspot.com
Mercúrio está retrogrado, e por isso não muito favorável à comunicação.
Contudo, estou serena, por isso lembrei-me disto.


“Nossa vida é um episódio
que perturba,
sem nenhuma utilidade,
a serenidade do nada".


Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão
Muita paz, muita luz para todos

segunda-feira, outubro 30

SER Chama –Ordem de Mariz


Publico este texto por várias razões:
1. Gosto dele, e é-me perfeitamente identificável com experiências que passo.
2. Sincronicidades do universo
3. Sincronicidades do universo

Haverá mais alguma coisa a dizer? Pois claro que não!










À medida que a luz aumenta dentro de cada um de nós e que cada ser se vai
lembrando de quem ele é, e à medida que a amnésia produzida pela baixa
frequência da Terra vai sendo vencida e a memória supra planetária de quem
tu és se vai reconfigurando gradualmente, e que o ser desperta e aprende a
não reprimir a luz que está nascendo dentro dele, *vamos descobrindo que
somos mundos dentro de mundos, começamos a ver a nossa arquitectura, que
somos compostos por círculos concêntricos de luz, força e concentração.

Gradualmente, este servidor vai aprendendo a conhecer o seu território e
ele vai compreendendo que cada parte dele tem um senhor, tem um
"príncipe", tem uma voz que vibra e tem um discurso.

O ser aberto que disse SIM tem uma clareza cada vez mais nítida em relação
ao ponto de onde vêm as vozes interiores, como se indivíduo fosse uma
sequência de castelos, cada um com o seu príncipe.

À medida que és atraído para dentro, tens que atravessar cada porta e falar
com cada príncipe, que tem cada um deles, algo que te oferece, *em troca de
uma certa estagnação.

Cada força, cada faixa de frequência tem uma prenda para te dar.


Chega o momento em que o Ser tem de assumir para onde se dirige dentro
dele, se irá parar em algum dos principados (porque ser mãe pode ser um
principado, assim como ser eloquente ou produzir curas), e à medida que
caminhas para dentro vais encontrar o guardião de cada uma destas portas com
a sua proposta e há um momento em que este ser tem de tomar uma decisão
independentemente do principado em que ele se encontra.

A decisão de, se nesta vida se vai dirigir para o centro e aceitar o
Baptismo de Fogo – Ser a chama – viver o Fogo no centro.

E há um momento na vida de todo o ser lúcido em que a equação da vida fica
subitamente muito simples!!!

É-lhe posto rumar na direcção do seu Ser Central, do seu Fogo, ou fundir-se
num principado satélite.

E esta noite é incontornável,

este estado em que ele compreende que o clímax de estar Vivo, de Ser,
simplesmente SER,

se traduz nesta resposta irreprimível para ser o Fogo no centro, para se
dirigir para esse núcleo e ser isso.

Os principados tornam-se cada vez mais difíceis de superar à medida que te
aproximas do centro porque já não é altura de o indivíduo decidir que quer
fazer o bem, ou ajudar a Terra ecologicamente, isso já foi superado há
muitas vidas!!

A temperatura planetária pede uma clareza total acerca da motivação do teu
dinamismo de forma a que o campo que irá aflorar em torno de ti seja
qualificado por esse Fogo Central para que não exista nenhum mecanismo
adesivo quando te for apresentado o Serviço, de forma que o grande caudal
do serviço possa atravessar o teu campo, mas nada ficar colado à tua aura
para que não cries carma positivo e não é altura para criar carma nenhum,
nem negativo nem positivo.

Eu tenho que encontrar o centro da minha Mandala e actuar a partir daí.
Eu tenho que amar a fonte dos principados, tenho que ir ao encontro do Rei.
Eu tenho que encontrar isso por paixão a esse centro.

O Ser que se consagrou é muito raro.

A Hierarquia trabalha em todos os níveis mas este vértice necessita de
habitantes.

O Templo é feito não de objectivos, ideias ou projectos, ele é feito de uma
união com o Fogo que está no centro de ti.

A conjuntura do planeta dá-te hoje a oportunidade directa de pedires ao alto
o refinamento total do teu amor porque este Sacrário dentro do Homem não se
comove com menos do que a vontade da União.

O Ser lúcido está a deslizar para uma fronteira na qual ele terá que tomar
uma decisão crucial nesta encarnação: ou ele se convoca para o Grande Amor e
se dilata, se expande até poder receber isso ou ele vai ficar num
principado.

Para que eu me auto convoque para o Grande Amor tenho que ter a minha
motivação clara, para onde eu vou, porque se tens uma meta consciente, tu já
estás limitado.

O estado alado do Coração em que o Ser aceita crescer pelo contacto com o
Grande Amor, com a Fonte, com o Centro, e o Ser aceita expor-se a essa
radiação, isto, quer seja conseguido conscientemente, quer não, só por si,
é suficiente para produzir revoluções nos livros cármicos.

Aqui, começa a Celebração, porque o ser decidiu rumar para o Centro, o ser
disse SIM.

Não se trata da dilatação do coração mas do refinamento do coração ao
ponto de ele desaparecer do nível psicológico e psíquico e surgir
aprisionado dentro do Sacrário.

Só quando o indivíduo tem como meta algo que ele não sabe o que é, mas que
aprendeu a amar, quando ele sente o seu amor escapar-se para a frente e para
além e para os níveis cósmicos dele mesmo , é que o Serviço lhe pode ser
apresentado, quando o ser já está realmente amando o Divino .

Qualquer motivação em que o Ser invista e a lupa da sua consciência se
demore ali demasiado, cria um adesivo e as pessoas que passam por ti ficam
ligadas por cabos invisíveis.

Para que Eles te possam ir colocando no ângulo do Serviço, *o ser precisa
estar amando o seu centro* e então, a radiação que se liberta das mãos e a
radiação que se vai acumulando na aura e nos centros reflectores não contém
nenhuma cola, o processo é magnético e simultaneamente libertador.

Nesta etapa Eles estão não apenas formando as pessoas em dons e em
capacidades de serviço e de cura em momentos de inspiração, mas Eles estão
chamando a consciência, de novo, para o centro de si mesmo e se isto não é
feito em paralelo com o Serviço, este serviço torna-se numa fonte de
descentragem.

Nesta fase a evolução dá-se colectivamente. Quando tu descobres um novo
patamar vibratório, o ser entra instantaneamente em contacto com a
civilização oculta na Terra que estimula aquele patamar vibratório, isto é,
tu assumes um novo nível no teu ser e és imediatamente ajudado pelos
operadores nos níveis profundos da Terra que já passaram por ali e que
ficaram encarregados de estimular aquele nível de consciência.

Esta cidade dourada (Shambala/Miz Tli Tlan) que existe em nível de vibração
de avatar, é como um campanário, como um grande sino que, cada vez que toca,
anula tudo excepto a realidade da união entre a consciência evolutiva e a
consciência inalterante (o Divino).

Enquanto que as outras civilizações intraterrenas trabalham com vários
tipos de estímulo, este gongo que irradia de Miz Tli Tlan, na Bolívia, ecoa,
se o ser já tem um pouco que seja de consciência do seu centro, *isto soa
para anular tudo e para te dar acesso (por um décimo de segundo que seja)
à realidade da união entre o homem e Deus.

O que quer que eu faça, não existe serviço mais alto do que buscar esta
vibração.

O nosso código genético é uma biblioteca universal.

O nosso corpo contém um quadrilião de células, em cada uma delas existe uma
biblioteca composta por filamentos de informação.

Se pudéssemos despertar a totalidade da informação espiritual que está
adormecida no nosso próprio ADN, se isso fosse feito instantaneamente, é
pouco provável que a relação saudável do indivíduo com o meio ambiente
sobrevivesse.

Então, Eles estão a produzir um alento, que tem a ver com a vibração
electromagnética sobre ti e estão construindo uma campânula em torno de ti
na qual está sendo feito o redespertar da informação adormecida no nosso
corpo.

Não apenas a informação que está no plano intuitivo ou a que vem da
Mónada, nós estamos a falar da informação que está adormecida no código
genético e à medida que essa memória vai sendo reconstruída tu vais
acordando, do homem para o co-criador e, - o principal ponto hoje,- para
não danificar este processo de despertar da informação cósmica adormecida
dentro de ti, é o ser não fazer nem mais nem menos do que ele tem que fazer
a cada momento, é ele conhecer a sua medida, porque se o ser se inibe de
assumir a luz que ele é, ele afrouxa a resposta ao estímulo que vem dos
Irmãos. Agora, se o indivíduo tenta fazer além da sua medida, ele rompe o
campo.

O ser tem de saber sentir a sua medida no serviço planetário.

O ser tem de encontrar um ponto em que ele não quer ajudar nem deixa de
querer ajudar, ele vibra, e porque vibra, a Lei coloca à frente dele quem
pode receber o que ele tem para transmitir.

Quanto mais ele quer ajudar o outro mais ele entra na lei do carma (neste
caso, positivo, que ainda é mais difícil de transmutar que o carma
negativo).

Eu preciso de encontrar *um ponto de total estabilidade *no qual a Lei traz
aquele que pode receber e aí não há nenhum desgaste.

Como é que eu não me enovelo na minha própria luz?

Indo para o centro, amando o Rei, vivendo para a transformação suprema,
vivendo para a fusão com o Fogo, renunciando a qualquer resultado exterior e
sendo totalmente ágil cada vez que soa o chamado.

Quanto mais próxima a consciência tridimensional está do ser psíquico mais a
realidade se transforma em símbolo.

Se eu estou muito longe do meu ser psíquico, a realidade não é um símbolo.

Eu tenho que ir "àquela porta" e bater para ser admitido no Sacrário, para
ver a Chama, só um momento que seja .

Eu tenho que atravessar as terras do não saber, chegar ao Sacrário e
pedir.

Há uma região em nós a partir da qual eu tenho que aprender a não saber.
Eu necessito de me aproximar da luz que eu sou como um pobre.

Quando o ser consegue chegar a estas paragens belas e misteriosas dentro
dele, ele é um mendigo, um buscador autêntico, então tem possibilidade de
iniciar uma relação com o Divino! Mas, para que esta porta se abra, *eu
tenho que bater e viver em quietude, trabalhar o aquietamento durante meses,
anos.

O mendigo em mim tem que falar com o Rei em mim, isto estabelecido, a
realidade torna-se um símbolo.

Quando a realidade atinge o nível de símbolo para mim, qualquer pássaro que
pouse perto de ti é uma mensagem porque se eu me aproximo do psíquico, dá-se
uma reconversão da existência: de extensão quantitativa para significação
qualitativa (de horizontal para vertical).

Eu tenho que chegar ao nível de consciência em que a realidade se
transforma num símbolo, e não forçar as coisas. A Cura está directamente
relacionada com este contexto.

A partir do momento em que a Cura não tiver a mínima importância para ti,
tu começas a Curar.

Nos próximos anos (principalmente em Portugal) o ser lúcido tem de escavar
profundamente até encontrar a "água da vida", tem de chegar aí, dar de beber
porque a vida mata a sede e não sair do centro do círculo.

A posição do servidor é ficar completamente quieto para que aquilo que tem
que acontecer através dele, aconteça.

Isto é, ele tem de cuidar da sua fusão com o centro até que, realmente, a
vida seja símbolo e sendo símbolo, ele não vai ter situações que não lhe
correspondem uma vez que nós estamos mais ou menos a meio caminho entre a
periferia e o centro – os servidores hoje já não estão na periferia
(fascinados com o caminho espiritual mas ainda não aconteceu o silêncio
profundo e a fusão com o centro psíquico – 3ª iniciação) ainda não chegaram
ao Sacrário, só que tu começas a acumular um percentual de luz que te torna
relativamente exótico em relação ao ambiente em que vives.

Cada um destes servidores tem um grupo de seres que vai despertar em breve,
ao qual tem de servir – o vosso ser vem de uma região de instrução de além
da Terra.

Se um ser hoje sente o incómodo e desfasamento em relação a esta
civilização e se isto se traduz por uma consciência de tarefa, tu és um
servidor e para que um servidor possa assumir uma tarefa, antes de encarnar
ele esteve numa escola interna: ou da Terra oculta ou no espaço.

A vossa taça foi cheia de "algo" que vem para ser doado.

À medida que esta luz verte, os seres que te correspondem vão surgir porque
cada um que foi levado a essas escolas cósmicas tinha um contingente ligado
a ele, aqui, que não podia ir porque não tinha vibração para ir, então o
servidor é um vértice de um grupo encarnado.

Quando algo tem a ver contigo (a tua tarefa) tu só consegues sentir
gratidão, silêncio e um chamado a uma concentração cada vez mais profunda.

Se há uma agitação entramos no astralismo e aí tudo é possível, ao ponto
de os Irmãos estarem a desmontar as coisas que nós fizemos e que não têm a
ver com a nossa tarefa: pode ser um casamento ou o emprego que desaparece.

Eles precisam do indivíduo bem solto, livre e estável para, de uma forma
muito subtil e gradual, construírem o ambiente no qual o verdadeiro serviço
possa vir ao de cima.

Vão acontecer colapsos porque a energia neste momento lava, liberta,
regenera, é como um cirurgião, ela entra na tua vida, corta, abre, tira o
pus, põe desinfectante, coze, põe cicatrizante.

Há muitas coisas que estão desaparecendo e há muitas pessoas que vão ficar
com a vida como um deserto e é necessário ficar frente ao deserto sem drama,
sabendo que uma energia superior está respondendo ao meu chamado pela
libertação.

Portugal é sustentado por uma ordem oculta que no passado era chamada "Ordem
de Maris".

Esta Ordem formou seres como: Afonso Henriques; Nun'Álvares Pereira; Santa
Isabel; Infante D. Henrique; D. João I; Padre António Vieira; Fernando
Pessoa, que tiveram como tarefa impressionar o consciente colectivo.

Esta Ordem está de novo a abrir as suas portas e quando esta Ordem abre as
portas, saem alguns de lá para fora e entram alguns de cá de fora para
dentro.

Esta Ordem actua simultaneamente em Portugal, Inglaterra, França e tem
prolongamentos até ao centro da Europa mas o principal ponto de aplicação
dela, hoje, é Portugal, e o grau de iniciação dos seres na Ordem de Maris
permite-lhes andar entre nós sem que tu dês por isso.

Eles têm acesso total aos registos akashicos e conhecem muito bem o carma
individual e colectivo nesta zona do mundo.

Eles estão criando, no plano etérico, fulcros para aglutinar muitas
pessoas. Esses fulcros são vórtices magnéticos saturados de informação
superior.

Essa Ordem tem a tarefa de ajustar todo o grupo de serviço em Portugal para
um nível, não de alma, mas de Mónada, isto é, para que o grupo de
servidores consiga sentir o campo monádico que é caracterizado pela
neutralidade.

A partir desse horizonte de neutralidade Eles buscam que o grupo de
servidores comece a ancorar a energia de um avatar de 2º Raio, que é
incorpóreo.

Esse avatar é um ser da Hierarquia Solar que se está aproximando da aura
desta região do mundo.

No Brasil, na Austrália, no Canadá, na Índia, várias dessas turbinas já
encontraram núcleos capazes de responder coerentemente ao estímulo delas.

Nós estamos na fase em que essa energia avatárica está descendo degraus.

Como se trata de uma energia magnética muito poderosa, uma das primeiras
características é que ele está atraíndo correntes de vida e inteligência de
outros pontos do mundo para Portugal. Ou seja, Portugal entrou num refluxo
do seu processo expansionista. Ele expandiu até 1500/1600, de repente o
programa ficou suspenso, houve um impasse.

A entidade expressa através deste país semeou uma série de vórtices
luminosos pelo mundo inteiro.

Este ciclo de lucidez evangélica termina mais ou menos com D. Sebastião e de
há uns anos para cá Portugal começou o ciclo de implosão.

Significa que todos os fios de luz plantados vão enviar os seus
representantes e nós estamos a assistir a um caldeamento de raças e de
culturas: de leste, do norte, do sul, de África, de Timor, da Índia, da
China.

Londres também é um enorme caldeamento mas, o nível de diálogo potencial em
Portugal é diferente.

O que está sendo criado nos planos subtis é uma malha vibratória entre
representantes de muitas cultura diferentes nos planos internos.

Este é o momento em que a mesma Ordem que produziu a expansão, é no momento
em que se dá o refluxo, o retorno, em que milhares de seres começam a vir
para Portugal, esse é o momento em que a mesma Escola volta a entrar em
cena.

E se ela antes produziu caravelas, escola náutica, investigação marítima,
astrológica, esotérica, visando semear, ela neste momento está procurando
gerar uma nova caravela, "um novo vaso".

Uma caravela é um veículo que se mantém acima das águas e o aparelho gerado
por essa Escola tinha a ver com uma expansão exterior – era o ciclo de
Peixes.

Neste momento estão montando uma nova caravela, interna, que tem a ver com
uma coesão entre grupos e seres tão intensa e tão livre que não possa ser
apanhada pelas águas e essa barca é um corpo de acolhimento para muitos
seres na Europa que se estão dirigindo para cá para encontrarem, de alguma
forma, essa protecção.

Vamos ter dois movimentos de entrada: um que é sócio-económico e um outro
que é espiritual."

O servidor deve encarnar a Esperança, uma Direcção para um Novo Planeta,
deve encarnar portas e, nesse sentido, vamos observar que tipo de pessoas,
de perguntas, de angústias nos vão bater à porta nos próximos tempos.
Esta conferencia foi transcrita sem revisão oficial,
André Louro de Almeida

Selos

EU SOU LUZ E QUERO ILUMINAR...
Cada passo do meu caminho para poder partilhá-lo contigo.