Quando o Ar e o Fogo se complementam. Quando a emoção se identifica com a razão. Quando o coração se
abre ao conhecimento inteligente,
Acaba a divisão psíquica do Mundo - Maria Flávia de Monsaraz
Era para ser o último post de 2006, e tornou-se afinal no primeiro de 2007. Este é um dos grandes pedidos que faço para 2007, olhando para as crianças de hoje - os meus, os teus filhos, netos, sobrinhos, afilhados...
A ONG Australiana NAPCAN, que cuida exclusivamente de assuntos relacionados ao bem estar das crianças, lançou recentemente em todo o território Australiano uma campanha sensacional, com o slogan "As crianças imitam tudo o que vêem". A campanha tenta despertar na população a necessidade de darmos sempre bons exemplos para as nossas crianças. Um bom exemplo de que a publicidade também pode e deve contribuir para acções sociais fortes e com propósitos bem definidos.
Neste sentido e porque de alguma forma espero contribuir para que se faça desta nave (Terra), um mundo melhor para se viver, sobretudo para as crianças de hoje, homens e mulheres de amanhã... resolvi divulgar este tipo de informação.
As crianças são o nosso futuro... Se não as ensinarmos a crescer em Amor e Harmonia, que mundo terão elas próprias?
Refazendo a frase...
As crianças índigo e cristal de hoje, vieram ensinar-nos a crescer, evoluir, respeitar, amar... que tal deixar-mo-las ensinar-nos isso?
Ou seja, permitir-mo-nos mudar, mudar, mudar... amar... amar... amar?
Muitas lendas falam-nos do preço a pagar por se ter saído do Jardim do Éden, e por viajar a âmbitos superiores da consciência.
O relato de um Xamã Esquimó dá-nos a chave: Os Espíritos do bem procuravam um Xamã para uma comunidade esquimó, para substituir o anterior, que tinha morrido.
Elegeram um adolescente preparam-no para cumprir esse papel. Levaram-no ao mundo subterrâneo e cortaram-no em inúmeros pedaços, de tal maneira que não restaram ossos em conjunto.
A todos desejo um Natal cheio de Paz e muito Amor. Que a abundância esteja sempre presente nas vossas vidas e que tenham sempre consciência para a reconhecer até nas mais pequenas coisas. E que essa consciência vos faça sentir capazes de abrir os braços e dizer: Sim! Eu mereço receber...
A todos um bem haja por cruzarem a minha vida... Com todos aprendi algo. Grata vos estou.
"Somos todos como lindas folhas, no Jardim de Deus. Fluindo suavemente na Luz, Cheios de vida e estendendo amor. A quem interessam as ilusões de separação ou as diferenças? Quando sabemos profundamente em nossos corações que a doce verdade está sempre presente. Então, quando a folha fica presa por um facto externo ou um pensamento, a paciência, a compreensão e amar mais são as oportunidades abençoadas. E quando todas as portas se abrem, como acontece frequentemente quando nos reunimos em nome de Deus, Todo o Universo se regozija!"
A borboleta bateu asas e voou. Acima dela brilhava o Sol no zimbório azul celeste. O seu casulo rompido jazia no chão, onde um dia ela fora lagarta. E ela pensou: “Que transformação! Da prisão do casulo para a liberdade; de lagarta à borboleta, sem nem mesmo saber como ou por quê. Do meu medo para a Luz! Que Poder Maior é esse, capaz de operar tal transmutação? Sem nome ou forma, Ele está em mim. A Ele eu presto reverência. A esse Amor, que ama sem nome, que mora em todos os corações.” De maneira semelhante à borboleta, o doce Gandhi também bateu asas e voou. Acima dele brilhava a estrela de Krishna no zimbório azul celeste. O seu corpo magro jazia no chão, onde um dia ele fora indiano. Mas ele era mais do que isso: era um cidadão do Universo, um avatar da Paz, que descera entre os homens para ensinar as artes da não-violência.
Com o seu corpo espiritual brilhando no éter, ele pensou: “Que transformação! Eu era lagarta pacífica; agora sou borboleta pacífica. E Krishna está em mim! Que sua luz ilumine toda humanidade nos caminhos da não-violência.” Então, ele voou de volta para o seio daquele que o enviara entre os homens. Ele voltou para o coração cósmico de Krishna, lar de todas as borboletas e homens que têm a coragem de deixar os casulos de suas limitações, para se transformarem em consciências felizes e lúcidas. O Mahatma Gandhi estava em casa.
Oh, procurei, procurei... haverá mais palavras a acrescentar a este texto? Pois... eu não tenho. É fantástico! Conseguirmos deixar... abandonar... esquecer... o casulo das limitações, é mesmo! E entendermos que somos, de facto, uns seres maravilhosos e criadores. É quando estamos na nossa plenitude que entendemos que este Ainda é um Mundo Maravilhoso.
Às vezes pergunto-me eu, porque gosto tanto de música. Porque gosto tanto dos sons, de os ouvir, sentir, absorver dentro de mim. Quando ouço uma música, seja de orquestra sinfónica, seja jazz, rock, new age ou outro tipo qualquer, procuro distinguir cada um dos instrumentos e entender o que me está a dizer. Talvez porque também tenha estudado um pouco de música e tenha aprendido a fazer um pouco este exercício, talvez porque gosto mesmo de me deixar levar pela música.
Ao ler um livro encontrei esta explicação. Optei por transcrevê-la.
A teoria da harmonia das esferas remonta ao filósofo grego Pitágoras (570-496 a.c.). Segundo uma lenda contada por lambilochos, quando Pitágoras ouviu os diferentes sons produzidos pelos martelos de uma oficina de ferreiro, percebeu que os valores dos sons podem ser expressos em relações quantitativas, e portanto em valores numéricos e em proporções geométricas. Servindo-se de instrumentos de cordas, descobriu a relação existente entre as frequências das vibrações e a altura do som. De acordo com a teoria de Pitágoras, todo o Universo é composto de harmonia e número. Tanto a alma micrcósmica como o Universo macrocósmico teriam sido unidos segundo as relações de proporcionalidade ideais, que se exprimem numa gama de tons. A altura das notas de cada planeta na escala de tons celestial regular-se-ia pela velocidade da sua rotação, estando as distâncias entre eles relacionadas com os intervalos musicais. Kepler veio tornar o sistema mais complexo, na medida em que atribuiu a cada planeta uma completa gama de tons. A sequência que julgou ter descoberto para a terra (Mi Fa Mi) indicou-lhe, pouco depois da eclosão da Guerra dos Trinta Anos, que "no nosso vale de lágrimas, é a Misère (miséria)e a Fames (fome)que imperam". Segundo o Genesis 4,21 Jubal (em cima à esq), um descendente de caim, seria o pai de todos os tocadores de cítara e de flauta. Para Kepler, ele não é outro senão Apolo e supõe que por detrás de Pitágoras se oculta Hermes Trismegisto. Em baixo, à esquerda, Pitágoras aponta para os ferreiros que o inspiraram. Aqui estes estão a trabalhar no interior de uma orelha. Kircher descreve com grande minúcia a sua "maravilhosa concepção anatómica", com a ajuda de um martelo e de uma bigorna.
De acordo com o teórico da música neoplatónica, Boécio (sec V d.C), "a música instrumentalis" terrena é tão-só uma pálida imagem da "música mundana", da música das esferas, representada pela esfera no centro. Esta, por seu turno, é apenas um pálido eco da música divina dos nove coros de anjos.
“É muito mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se você consegue fazer um bom julgamento de si próprio, demonstra verdadeira sabedoria.” (O Pequeno Príncipe)
“Quando nos abandonamos, não sofremos. Quando nos abandonamos, mesmo à tristeza, não sofremos mais.” (Correio Sul)
“As pessoas grandes adoram números. Quando a gente fala de um novo amigo, elas nunca se interessam em saber como ele realmente é. Não perguntam: ‘qual é o som da sua voz? Quais são seus brinquedos preferidos? Ele coleciona borboletas?’ Mas sempre perguntam: ‘Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto o pai dele ganha?’ Só então elas acham que o conhecem.” “O essencial da vela não é a cera que deixa suas marcas, mas sim a luz que ela liberta.” (Cidadela)
Retirado de O Princepezinho De Antoine de Saint Exupéry