sábado, outubro 17

Meditação para o fim-de-semana



 Deixo uma meditação/oração para o fim-de-semana.

Em conversa com o teu mestre interior diz-lhe...


Oh mestre,
Sê vasto em mim...
Sê vigoroso em mim...
Sê pleno e luminoso em mim...
Sê encanto e doçura em mim...
Sê ousado e veloz em mim...
Sê fonte e correnteza em mim...
Sê sereno e lúcido em mim...
Sê o amante mais apaixonado em mim...
Sê  o mistério que revela em mim...
Sê a vida fecunda...
Sê Cristo, Buda e Vazio.
Guia os meus passos de morada em morada até
Que o derradeiro encontro aconteça.

(Bárbara Meyer)




Medita no teu sol interno

Emite tua luz a todos sem dúvida;
as nuvens e sombras não importam para ti
Faz do Discurso e do Silêncio, da Energia e da Quietude
formas gémeas do teu jogo.

(O livro de Thoth)


(Phillip Glass - Metamorphosis 2)
 



E deixa que cada momento seja o momento mais importante da tua vida. Não te fixes no ontem, nem tão pouco no amanhã. Agora é o momento.

A oferta da vida é uma cornucópia de abundância por isso abre os teus braços ao universo, agradece tudo o que recebes e sorri.

Assim seja!

Onda Encantada

sexta-feira, outubro 16

Os 12 Trabalhos de Hércules - 3º Trabalho






Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por

Onda Encantada (Difusão da Alma)

Shin-Tau (Grimoire do Mago)


Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot



 
3º Trabalho

“Os pomos de ouro de Hespérides” 

O conhecimento de si próprio



Num longínquo país crescia a árvore sagrada, a árvore da sabedoria, que produzia as maçãs de ouro de Hespérides. Esse frutos eram desejados por todos os filhos dos homens que se reconheciam igualmente como filhos de Deus. Havia duas coisas que Hércules sabia sobre a árvore sagrada: que ela era carinhosamente cuidada por três belas donzelas e que um dragão de cem cabeças protegia as donzelas e a árvore. 

Hércules pôs-se a caminho, cheio de confiança, seguro de si, de sua sabedoria e de sua força. Seguiu em direcção ao norte e percorreu a terra à procura da árvore sagrada, mas não a encontrou. Perguntava a todos os homens que encontrava, mas nenhum pode guiá-lo no caminho; nenhum conhecia o lugar.

O tempo passava e ele ainda procurava, vagando de um lado para o outro, frequentemente retornando sobre os próprios passos. Triste e desencorajado, ainda assim procurava por toda a parte. Não encontrando a árvore sagrada no caminho do norte, Hércules partiu para o sul e, no lugar da escuridão, continuou na sua busca. Sonhou com um rápido sucesso, mas Anteu, a serpente, atravessou-lhe o caminho e lutou com ele, vencendo-o a cada investida. “Ela guarda a árvore”, disse Hércules, “isto me disseram, portanto a árvore deve estar por perto. Preciso derrubar sua guarda e assim, destruindo-a, vencê-la e arrancar os frutos.”

Contudo, lutando com todas as forças, ele não as vencia. “Onde está o meu erro?” dizia Hércules. “Por que Anteu pode vencer-me? Mesmo quando criança destruí uma serpente em meu berço. Com as minhas próprias mãos a estrangulei. Porque fracasso agora?”

Lutando novamente com todo o seu poder, ele agarrou a serpente em suas mãos e levantou-a no ar, longe do chão. E conseguiu realizar seu intento. Feliz, confiante, seguro de si e com nova coragem, Hércules continuou em sua busca. Agora se voltou para o ocidente, e tomando essa direcção, encontrou o fracasso. Atirou-se ao terceiro grande teste sem pensar e por muito tempo o fracasso atrasou seus passos.

Lá ele encontrou Busiris, o grande arqui-enganador, filho das águas e parente de Poseidon. Seu trabalho é trazer a ilusão aos filhos dos homens através de palavras de aparente sabedoria. Ele afirma conhecer a verdade e rapidamente eles acreditam. Ele diz belas palavras: “Eu sou o mestre. A mim é dado o conhecimento da verdade, aceita o meu modo de vida. Só eu sei, ninguém mais. Minha verdade é correcta. Qualquer outra verdade é errónea e falsa. Fica comigo e salva-te.” E Hércules obedeceu: e a cada dia enfraquecia em seu anterior caminho, a sua vontade estava minada. Ele amava Busiris e aceitava tudo o que ele dizia, tornando-se cada vez mais fraco, até que chegou o dia que o seu amado mestre o amarrou a um altar e lá o manteve um ano inteiro. 

Repentinamente, um dia, quando lutava por se libertar, e lentamente começava a perceber quem Busiris realmente era, palavras que ouvira há muito tempo vieram-lhe à mente: “A verdade está dentro de ti mesmo. . No teu interior há um poder mais elevado, força e sabedoria. Volta-te para o teu interior e evoca a força que existe, o poder que é a herança de todos os homens que são filhos de Deus.”

Com a força que é a força de todos os filhos de Deus, ele rompeu as amarras, agarrou o falso mestre e prendeu-o no altar em seu lugar.
Não disse uma palavras, apelas deixou-o lá para que aprendesse. Mais contido, embora cheio de indagações Hércules percorreu longas distâncias sem rumo certo, prosseguindo em sua busca.

Aprendera muito durante o ano que passara preso ao altar e agora percorria o Caminho com maior sabedoria. Por todos os caminhos a busca prosseguiu; de norte a sul e de leste a oeste foi procurada a árvore, mas não encontrada. Até que um dia, esgotado pelo medo e pela longa viagem, ele ouviu, de um peregrino que passava no caminho, rumores de que, perto de uma montanha distante a árvore seria encontrada, a primeira afirmação verdadeira que lhe fora feita até então.

Assim, ele retrocedeu sobre seus passos em direcção às altas montanhas do leste, e num certo dia, brilhante e ensolarado, ele viu o objecto da sua busca e então apressou o passo. “Agora tocarei a árvore sagrada”, gritou alegre, “montarei o dragão que a guarda; e verei as belas renomadas virgens, e colherei as maçãs.”

Mas novamente foi detido por um sentimento de profunda tristeza. À sua frente estava Atlas, cambaleante sob o peso dos mundos às suas costas. Sua face estava vincada pelo sofrimento; seus membros vergados pela dor; seus olhos cerrados em agonia; ele não pedia auxílio; ele não viu Hércules; apenas lá estava, curvado pela dor, pelo peso dos mundos. Trémulo, Hércules observava e avaliava o quanto havia de peso e de dor. E esqueceu sua busca. 

A árvore sagrada e as maçãs desapareceram de sua mente; ele só pensava em como ajudar o gigante rapidamente. Correu para ele e animadamente retirou a carga dos ombros de seu irmão, passou-a para suas próprias costas, aguentando ele mesmo a carga dos mundos. Cerrou os olhos, enrijecendo os músculos sob o esforço e então eis que a carga se desprendeu e lá estava ele livre, como Atlas.

Diante dele, as mãos estendidas num gesto de amor, o gigante ofereceu a Hércules as maçãs de ouro. Era o fim da busca. As virgens trouxeram mais maçãs de ouro e também as depositaram em suas mãos e Aegle, a bela virgem que é a glória do sol poente, disse-lhe: “O Caminho que traz a nós é sempre marcado pelo serviço. Actos de amor são sinalizações do Caminho.” Então Eritéia, a guardiã do portão que todos devem atravessar antes de se apresentarem diante do Criador, deu-lhe uma maçã na qual estava inscrita em luz a palavra de ouro SERVIÇO. “Lembra-te disto” disse ela “jamais te esqueças.” Por ultimo veio Héspero, a maravilha da estrela vespertina, que com clareza e amor disse: “Vai e serve, e a partir de hoje e para sempre, palmilha o caminho de todos os servidores do mundo.” “Então eu devolvo estas maçãs para aqueles que virão”, disse Hércules, e retomou ao lugar de onde viera. Então ele ouviu a voz de seu Mestre, que lhe falava pela primeira vez desde que iniciara o Caminho: “Não houve retardamento. A regra que acelera todo o sucesso na senda escolhida é Aprender a servir”.


Astrologia


Este trabalho, no signo de Gémeos e Sagitário, é relacionado com o trabalho activo do aspirante no plano físico à proporção que ele chega a uma compreensão de si mesmo. Antes que este trabalho activo se torne possível, deve haver um ciclo de pensamento interior e anseio místico; a aspiração à visão é um processo subjectivo desenvolvido, talvez por longo tempo, antes que o homem, no plano físico, comece o trabalho de unificação da alma e corpo. Este é o tema deste trabalho. É neste plano físico de realização, e no trabalho de obter as maçãs de ouro da sabedoria, que a prova real da sinceridade do aspirante tem lugar.

Um anseio de ser bom, um profundo desejo de averiguar os factos da vida espiritual, esforços para auto-disciplina, oração e meditação, precedem quase que inevitavelmente, este real e tenaz esforço. O visionário (Sagitário) precisa tornar-se um homem de acção; o desejo tem que ser trazido para o mundo da concretização, e é nisto que consiste a prova de Gémeos. O plano físico é o lugar onde se obtém a experiência e onde as causas, que foram iniciadas no mundo do esforço mental, têm que se manifestar e alcançar objectividade. É também o lugar onde o mecanismo de contacto se desenvolve, onde, pouco a pouco, os cinco sentidos abrem ao ser humano, novos campos de percepção e lhe oferecem novas esferas de conquistas e realização. É o lugar, portanto, onde conhecimento é obtido, e onde esse conhecimento tem que ser transmutado em sabedoria.

Conhecimento é a busca do sentido, enquanto que sabedoria é o omnisciente e sintético conhecimento da alma. Contudo, sem compreensão na aplicação do conhecimento, nós perecemos; pois compreensão é a aplicação do conhecimento sob a luz da sabedoria aos problemas da vida e à conquista da meta.

Neste trabalho, Hércules defronta-se com a tremenda tarefa de aproximar os dois pólos do seu ser e de coordenar, ou unificar, alma e corpo, de modo que a dualidade dê lugar à  unidade e os pares de oposto se mesclem. É através das virgens que o serviço altruísta é cumprido, pois foi este mesmo que o conduziu até elas, pois ela representavam o seu alinhamento na tridimensionalidade.
Agora como consciência-alma é responsável pela sua própria sabedoria.


Tarot



O herói encontra-se no caminho para encontrar a Imperatriz. O terceiro Arcano é a energia da abundância, da fertilidade, é a árvore com maçãs de ouro. Alcançar este grau de prosperidade é a tarefa de qualquer iniciado, que além de conseguir a abundância espiritual deve também, senão mesmo primeiro, esforçar-se pela abundância física.


Para realizar este trabalho, Hércules começa uma viagem em busca do objecto do seu desejo. A sua busca começou a correr de forma diferente daquela que previa, pois Hércules não estava a conseguir encontrar a árvore. A Roda da Vida estava em funcionamento e parece que o herói falha em conseguir aceitá-la e seguir com ela. Muitas vezes estamos obstinados nos nossos caminhos e falhamos em compreender as energias que nos são enviadas. A Roda da Vida é o Arcano que representa a chegada inesperada de uma oportunidade, uma situação que devemos aproveitar. Todavia essa oportunidade não dura muito, pois a Roda gira rápido, e quando falhamos em aceitá-la, continuamos a caminhar em vão, esperançosos que novamente ela gire e nos dê o que não agarrámos.
Mas a Roda gira eternamente e graças a Deus teremos novas oportunidades. O herói teve a sua primeira a Sul, onde lida com a Serpente. Sul é o ponto cardeal do Fogo e ao afastar a serpente da Terra, a única forma de conseguir o pretendido, o herói começa o seu trabalho árduo de separar o subtil do espesso, dando início ao seu trabalho alquímico. A alquimia é de facto uma das Artes mencionadas neste episódio mitológico. As Três Donzelas são os Três Princípios activos do Mundo e o Dragão de Cem Cabeças o representante da luta interna que o alquimista tem de realizar para conseguir a pedra verde.


A Ocidente Hércules vai ao encontro da água e aí encontra os falsos mestres, aqueles que julgando ter alcançado um grande feito se consideram aptos a transmitir o conhecimento. Nesta parte do mundo Hércules deixa-se aprisionar pelas suas emoções, pelos seus desejos de conhecimento e, por isso, vai falhando na missão.


A Leste, ponto representante do Ar, encontra a prova final, a utilização da sua missão pessoal em prol de uma causa maior. Ao largar a sua missão para ajudar o próximo, o herói consegue encontrar a abundância que tanto desejava.
Neste trabalho o herói deseja tornar-se na Imperatriz e conseguir dar a abundância aos outros, todavia, para o conseguir ele tem de passar por provas para compreender a equilibrar a sua alma e a sua ambição. Falhando em compreender isso, a Roda da Vida vai girando e girando, o tempo passa e o herói começa a perder forças, até ao dia em que acorda e se liberta dos falsos mestres. Nesta altura, a Temperança é o Arcano que vai permitir ao herói encontrar o equilíbrio da sua alma e corpo, do seu desejo de individualidade e de unidade, dos seus desejos e dos desejos dos outros, é assim que ele percebe o que deveria ter sido desde o início a sua missão e o porquê de tantos atrasos. É nesta energia e apenas com ela que conseguirá a abundância de receber para dar.


A Temperança ou Arte, como prefiro chamá-la, é a energia da Alquimia. É através dela que compreendemos como equilibrar os opostos da lição anterior, é nela que vamos conseguindo misturar os ingredientes que fazem a nossa personalidade, é nela que aprendemos a transformarmo-nos em ouro, o metal mais puro da Terra. É nela que conseguimos compreender a prosperidade da Imperatriz. A Arte seguida de uma oportunidade da Roda da Vida é um caminho seguro.


O desejo de qualquer iniciado deverá ser o de receber para dar, se os seus desejos forem única e exclusivamente egoístas, a Imperatriz nunca funcionará, entrando em acção a Roda da Vida até aprendermos. Porém, quando os seus desejos se misturam com o altruísmo e compreendemos que todos somos o mesmo e tudo é de todos, a Arte entra em funcionamento e podemos seguir confiantes a Viagem sem preocupações, sem atrasos, sem percalços.

«Receber para Retribuir. Juntar para Dividir. Misturar para Separar. Só assim a Imperatriz reinará!»

quinta-feira, outubro 15

Afirmar é criar





Hoje fui, como todos os dias, ao blog Afirmações de Luz, e encontrei uma afirmação que senti muito forte depois de a proferir. Como se uma espiral se movimentasse em mim... que sensação!


Com esta afirmação procura-se movimentar todas as energias que temos presas e estagnadas em nós e libertá-las... 


No momento imediatamente a seguir aconteceram-me 3 eventos quase iguais... esbarrei com três pessoas diferentes, quase da mesma forma e um tanto ou quanto violenta. 
Digamos que na primeira vez, até fiquei atordoada, parecia que tinha esbarrado numa parede! Ufa!
Na segunda vez, ao subir uma escada, ía levando com a porta na cara, porque vinha alguem a entrar e eu queria sair, e ao mesmo tempo, quase choquei com a pessoa.
Na terceira vez, exactamente no mesmo local, mas um andar por cima, volto a ter um acidente igual ao primeiro, mas menos violento.



Impressionante, não é?



Quando regressei ao meu lugar e me voltei a sentar, fiquei a ponderar nisto, e "linkei" à afirmação que tinha feito, porque afinal ela é exactamente para limpar o que nos trava o nosso caminho.
Disto, assumo que estas barreiras tenham sido limpas e purificadas.


O que concluo? 
Aquilo que sempre concluí desde que utilizo afirmações positivas, e já lá vão uns anitos... É que as afirmações funcionam mesmo! 


Deixo também aqui o link para a entrevista da Tania Resende que mantém o blog Afirmações de Luz, no  blog Cova do Urso para saberem um pouco mais sobre afirmações positivas e sobre a Tania Resende.

Onda Encantada

quarta-feira, outubro 14

Os 12 Trabalhos de Hércules - 2º Trabalho








Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por





Onda Encantada (Difusão da Alma)

Shin-Tau (Grimoire do Mago)






Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot






2º Trabalho

“A Captura do Touro de Creta”
O aprendizado sobre a natureza dos desejos.


Mitologia

Triste e só Hércules segue o seu Caminho para realizar o 2º trabalho.

No horizonte erguia-se a ilha onde vivia o touro que ele deveria capturar. O touro era guardado por um labirinto que desnorteava os homens mais audazes: o labirinto de Minos, Rei de Creta, guardião do touro.
Cruzando o oceano até à ilha ensolarada, Hércules iniciou a sua tarefa de procurar o touro e conduzi-lo ao lugar sagrado onde habitam os homens de um só olho, os Ciclopes.

De um lugar para o outro ele caçava o touro, seguindo a luz que brilhava na testa do animal. Sozinho ele perseguiu-o, encurralou, capturou e montou, e assim guiado pela luz, atravessou o oceano rumo à terra dos Ciclopes que eram três e chamavam-se Brontes, Esterope e Arges.
É importante observar que Minos, Rei de Creta, o dono do touro sagrado, possuía também o labirinto no qual o Minotauro vivia, e o labirinto tem sido sempre símbolo da grande ilusão. A palavra “labirinto e o touro é um destacado símbolo da grande ilusão. Estava separada do continente, e ilusão e confusão são características do eu-separado, mas não da alma em seu próprio plano, onde as realidades grupais e as verdades universais constituem o seu reino.
Para Hércules, o touro representava o desejo animal, e os muitos aspectos do desejo no mundo da forma, a totalidade dos quais constitui a grande ilusão.
O discípulo, tal como Hércules, é uma unidade separada; separada do continuente, símbolo do grupo, pelo mundo da ilusão e pelo labirinto em que vive. O touro do desejo tem que ser capturado, domado e perseguido de um ponto a outra da vida do eu-separado, até ao momento em que o aspirante possa fazer o que Hércules conseguiu: montar o touro.
Montar um animal significa controlar. O Touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem.


Astrologia

Este trabalho está associado ao signo de Touro e a Escorpião. A consumação do trabalho é realizada em Touro, e o resultado da influência deste signo, é a glorificação da matéria e a subsequente iluminação por seu intermédio.

Tudo o que actualmente impede a glória, que é a alma, e o esplendor que emana de Deus dentro da forma, de brilhar em sua plenitude, é a matéria ou aspecto-forma. Quando esta tiver sido consagrada, purificada e espiritualizada, então a glória e a luz poderão realmente brilhar através dela.

Neste trabalho procura-se vencer o desejo, representado pelo dono da ilha, que tem por alimento a fraqueza daqueles que se perdem, na tentativa de capturar o Touro ou o corpo e que são comandados pelo ego.

Aqui o trabalho de resgate do submundo (Escorpião), representa as pessoas que no passado ficaram ligadas ao desejo e que não trabalharam a forma mas sim a sedução, que não materializaram e se apropriaram das vontades daqueles igualmente dominados pelo ego e pelo desejo. Ao trazer este desejo à consciência e dominá-lo é ter o poder de vencer os vícios e as forças negativas.



Tarot

Depois de uma lição dura e “falhada” como a anterior, o herói vira-se para dentro de si e vai em busca do seu poder. Para isso o herói terá de encontrar o touro desenfreado que habita no labirinto e levá-lo para um lugar sagrado onde habitam os ciclopes, gigantes de um olho só. A analogia é simples para encontrarmos a nossa percepção devemos trabalhar bem o nosso poder intuitivo, domá-lo e elevá-lo aos céus. Caso contrário, estaremos sempre a andar em círculos dentro de um labirinto infindável, de nós e das nossas ilusões.

O herói torna-se neste trabalho na Alta Sacerdotisa, pois para conseguir caçar o Touro de Creta ele segue a luz que brilha na testa do animal. A Alta Sacerdotisa é o lado intuito, a centelha divina que todos somos. Ela é a guardiã do nosso livro da vida, ela sabe de onde viemos, para onde vamos e regista tudo o que fazemos, quem a encontra terá acesso a tudo.

A Alta Sacerdotisa ensina ao herói que tudo na vida é duplo, que neste Plano Manifestado há divisão binária em todas as coisas, até em si próprio. Para alcançar o seu lado espiritual ele precisa de conhecer o seu lado animal.

Mas, o objectivo deste trabalho de Hércules é o encontro do Arcano A Lua, senhora e regente do lado nocturno do Homem. A Lua é a energia da percepção no seu apogeu. Ela representa o herói que alcançou a terra dos Ciclopes e que apenas rege a sua vida através do olho da mente.

Não obstante, esta energia pode ser prejudicial ao herói. Quando a Lua não é dominada, ela própria nos faz andar em círculos, embrenha-nos num labirinto onde a sua luz nos faz ter uma visão muito pouco clara do caminho. A tarefa do herói neste arcano é dominar o seu lado animalesco e passar a prova, deixar de agir de forma impulsiva, advenha ela de um ego descontrolado ou de uma percepção mal domada.

Portanto, neste trabalho para alcançar a energia da Lua de forma correcta, o herói tem de passar pelo Diabo primeiro, pois ele terá de compreender a natureza das coisas. O Diabo é o confronto connosco, com os nossos desejos, com as nossas ambições, com a utilidade que damos à nossa percepção. A alta Sacerdotisa coloca o herói frente à besta e numa luta interminável, o herói acaba por a conseguir montar.

Neste trabalho, porém, parece que Hércules conseguiu de forma muito simples montar o animal e a pergunta que nos será obrigatório colocar é «Estará esse animal bruto em nós algum dia dominado? Seremos nós que o montamos sempre ou haverá alturas em que ele nos monta a nós?»

«Para alcançar a luz da Lua o herói precisa de ir conhecer a escuridão do Diabo. Para sair da escuridão, o herói precisa de aceder à luz, usando da sua criatividade.»

segunda-feira, outubro 12

Os 12 Trabalhos de Hércules - 1º Trabalho

Imagem de Canato Arte




Os 12 Trabalhos de Hércules

é um trabalho conjunto elaborado

por





Onda Encantada (Difusão da Alma)

Shin-Tau (Grimoire do Mago)




Para a jornada da alma

Escolhemos abordar os seguintes temas

Mitologia, Astrologia e Tarot





1º Trabalho





“A Captura das Éguas Antropófagas”
O aprendizado sobre o controle da mente



Mitologia

Diomedes, filho de Marte, governava uma terra de pântanos onde criava os cavalos e as éguas para a guerra. Os cavalos eram selvagens e as éguas eram ferozes, diante dos quais os homens tremiam, pois elas matavam todos os que cruzassem seu caminho e procriavam sem cessar cavalos extremamente selvagens e perversos.

Hércules recebeu a tarefa de capturar as malignas éguas e dar um fim às suas atrocidades. Por isso, Hércules chamou seu inseparável amigo, Abderis.
Após planear seus actos cuidadosamente, os dois seguiram os cavalos soltos pelos pântanos da região e, finalmente, encurralaram as éguas bravias num campo onde não havia espaço para que se movessem. Lá ele agarrou-as e acorrentou-as e deu gritos de alegria pelo sucesso alcançado.

Tão feliz se sentia que julgou indigno de si conduzir as éguas até Diodemes e para isso chamou Abderis, deu-lhe a tarefa e seguiu adiante. Mas Abderis era fraco e teve medo. Não conseguiu conter as éguas que se voltaram contra ele e mataram-no, fugindo em seguida.

Hércules retornou à sua tarefa, mais sábio, presa da dor, humilde e abatido. Procurou os cavalos por toda a parte, deixando o amigo morto no chão. Prendeu novamente os cavalos e conduziu-os ele mesmo. Mas Abderis estava morto. Os cavalos foram conduzidos para um lugar de paz para serem domesticados e adestrados e o povo aclamava Hércules como seu libertador e salvador de sua terra. Mas seu amigo estava morto e Hércules sabia que o Primeiro Trabalho estava feito, mas mal feito.

Sabia que havia uma importante lição a aprender dessa tarefa antes de prosseguir.



Astrologia


Este primeiro trabalho está associado ao signo de Carneiro.

Carneiro governa a cabeça, portanto é um signo mental. Todos os começos se originam no plano mental e na mente do criador. Consequentemente, está claro que em Carneiro começam a correcta direcção e a correcta orientação de Hércules. O alvo simboliza a actividade intelectual: o cavalo branco representa a mente iluminada do homem espiritual e cavalos negros, representam a mente inferior com as suas ideias falsas e erróneos conceitos humanos.


O significado desta prova está agora muito mais evidente. Hércules tinha que começar no mundo do pensamento para obter o controlo mental. As éguas do pensamento vinham produzindo cavalos guerreiros e, através do pensamento errado, da palavra errada e de ideias erróneas, devastavam os campos.


Uma das primeiras lições que todo o principiante tem que aprender é o tremendo poder que ele exerce mentalmente, e a extensão do mal que ele pode causar no meio que o circunda, através das “éguas reprodutoras da mente”. Por isso ele tem que aprender o correcto uso da sua mente e a primeira coisa a fazer é capturar as éguas e providenciar para que não gerem mais cavalos guerreiros.


Para aquele que pretende seguir o Caminho, basta que dedique um único dia a observar o pensamento e perceberá que quase todo o tempo, a maldade, o amor, a fofoca e a crítica estão a ser fertilizadas pelo egoísmo e ilusão.


Hércules compreendeu o mal que as éguas estavam causando e correu em socorro das pessoas, determinado a capturá-las; porém ele superestimou-se quando não percebeu a potência e a força que elas possuíam, tanto que as entregou a Abderis, o símbolo do eu inferior pessoal.


Hércules, a alma, e Abderis, a personalidade, juntos eram necessários para guardar as éguas.


Sozinho, Abderis não tinha força suficiente e por isso foi morto.


Abderis, incapaz de contrariar quem ama, tal como no signo da Balança, não teve coragem de enfrentar o seu amigo, mostrando o seu medo, temendo perder o seu Amor.


Com a morte de Abderis, e a necessidade de tratar do seu corpo, após o cumprimento da sua tarefa (apanhar as éguas), Hércules defronta-se com o seu orgulho e vaidade e com a aprendizagem dos limites entre o eu e o outro. Enquanto na Balança, o respeito por si próprio ao assumir que não seria capaz de tal tarefa, espelha-se no Carneiro, destemido, que na sua ânsia e coragem de guerreiro, nem compreende a incapacidade do outro.


Assim funciona a grande lei: pagamos em nossas próprias naturezas o preço das palavras incorrectamente proferidas e pelas acções mal julgadas. Assim, uma vez mais, a alma da pessoa de Hércules teve que lidar com o problema do pensamento erróneo, e somente mais tarde ele consegue realmente atingir o controlo total dos processos de pensamento e de sua natureza.




Tarot

O caminho de Hércules pode muito bem ser associado ao caminho do herói através do Tarot.


Em cada trabalho que Hércules realiza há uma lição de vida a aprender. Cada passo dado pelo herói é um passo na construção do seu mundo interior que o levará de volta a estado inicial – a Casa do Pai.


Em cada trabalho tenta-se recriar um percurso possível neste Mundo Manifestado e cada um deles terá uma aprendizagem, sumarizada num único Arcano Maior. Todavia, o interesse reside no percurso feito para chegar a um fim e não no inverso.


Em cada lição o herói assume uma energia, representada por um Arcano, mas também um adjuvante na sua história, que o encaminhará para a lição pretendida.


Hércules está no seu estado inicial, é o Mago com todos os instrumentos e características necessárias para iniciar a Viagem. A sua primeira prova é recolher as éguas do filho de Marte e levá-las para um local onde possam ser domadas. Ao retirar as éguas e cavalos dos pântanos, Hércules, dá o primeiro passo no domínio do exterior, consegue o pretendido e fica arrogante. O iniciado muitas vezes, quando começa a ver no exterior os resultados das suas acções, começa a ficar convencido de que já é capaz de fazer tudo. Torna-se arrogante e avança por caminhos que o retardarão de certeza.


Levando a lição para o tarot, podemos ver o Mago a transformar facilmente no Imperador e, na vez de realizar a tarefa, manda o seu amigo fazê-la. A energia do Imperador é neste estado ainda muito forte para o herói, ele ainda não aprendeu a dominar as suas próprias atitudes e, por isso, não poderá dominar os outros. Antes de chegar ao domínio completo e ao poder total de si e dos outros, ele precisa de enfrentar outras provas.


O Mago é a ingenuidade, a inexperiência do iniciado, mas é também a sua Vontade nata, a sua força impulsionadora, a sua acção. Quando a acção do Mago é bem direccionada, o herói avança de etapa em etapa, respeita as regras, mostra a sua reverência perante os mistérios e respeita as provas pelas quais tem de passar. Porém, quando a Vontade do Mago o leva a exercer o seu poder de forma desenfreada, desregrada e ambiciosa...nada mais há a fazer do que voltar atrás e fazer tudo de novo.


Por conseguinte, ao agir dessa forma impulsiva e altiva, Hércules acende na sua Viagem a energia de um Arcano poderoso, a Torre. Hércules é obrigado a refazer a sua tarefa, pois a morte do seu amigo atinge-o como um raio na Torre, e da forma mais cruel o herói compreender que ninguém pode fazer a sua missão. Além disso, compreende agora o percurso que terá de trilhar até poder chegar ao Imperador. O herói encontra a humildade e com ela o domínio do seu ego, da sua impulsividade, da acção desconcertada.


A energia mais forte presente nesta lição é a de Marte, senhor da acção, representante do nosso centro energético solar. Para agir devemos dominar os pensamentos, as emoções, a intuição e as sensações. Só aí seremos capazes de agir correctamente, sem a força destruidora das éguas dos pântanos, só aí o herói as conseguirá domar, mas nunca dominar, só aí se tornará no Imperador.


A energia adjuvante nesta lição é a Torre. O herói pode prosseguir confiante nas suas acções, pois quando elas estiverem a levá-lo para longe do seu caminho, a Torre fulminá-lo-á e encarregar-se-á de o recolocar o trilho correcto. O perigo da Torre muitas vezes tem a ver com a frequência com que ela nos surge no caminho, quanto mais a ignorarmos mais forte e implacável ela se tornará. Como um pai cansado de avisar um filho negligente no cumprimento das regras, o raio atinge-nos e desmorona a nossa vida


«Do Mago ao Imperador há etapas a cumprir. Se o herói se atrever a ultrapassá-las, a Torre é inevitável!»

sábado, outubro 10

Prendinhas gostosas



Selos, selinhos
Tão belos e bonitinhos
Ganhei eu com gentileza
Dos meus amiguinhos.

Vieram por via electronica
Da Shin-Tau e do António
Que com a sua ternura
Os ofereceram com parcimónia

Estes versos são uma tentativa
Um pouco falha de agradecer
Áqueles que na sua missiva
Nos ensinam tanto a crescer.


Gratidão imensa pelo carinho

Onda Encantada




terça-feira, outubro 6

Despenteie-se!!!!!







VIVER DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível...

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado...
mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.

É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir.

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria...
e talvez deveria seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenho que me sentir bonita...
¡A pessoa mais bonita que posso ser!

O único, o que realmente importa é que ao me olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:

Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace, dance, apaixone-se, relaxe, Viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, Corra, Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável!
Admire a paisagem, aproveite, e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!

O pior que pode acontecer é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo...


(recebido por email, mas concordo a 100% como se pode ver pela imagem de Moi com penteado à maneira, curtindo o momento) eheheh...


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Cada passo do meu caminho para poder partilhá-lo contigo.