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sábado, outubro 27

Auto-Retrato



Não tenho nome

Sou como uma brisa das montanhas
Não tenho abrigo

Sou como as aguas ondulantes

Não tenho um santuário

Como os deuses negros

Nem sou a sombra em templos escondidos

Não tenho livros sagrados
Nem tenho tradições

Não estou nos incensos
nem nos altares,

Nem em pompas ou cerimónias

E também não existo em imagens gravadas

Nem nos ricos cânticos de melodiosas vozes,

Não estou preso a teorias

Nem corrompido por crenças.

Não estou preso a religiões.

Nem às agonias copiosas dos seus sacerdotes,

Não estou enredado em filosofias

Nem nos seus poderes sectoriais.

Não sou baixo nem alto,

Não sou
adorador nem adoro.
Sou livre.

A minha canção é a canção do rio
A chamar pelo mar aberto,

Que vagueia, vagueia.

Eu Sou a vida.

A vida não tem uma filosofia

Nem um sistema astuto de pensamento.
A vida não tem religião
Nem adorações em santuários.

A vida não tem um Deus

Nem o peso de mistérios temerosos.

A vida não tem uma morada
Nem o suspiro último da dolorosa decadência.

A vida não tem prazer, nem dor,
Nem a corrupção do amor dependente.

A vida não é o bem nem o mal,
Nem o castigo severo dos pecados sem dono

A vida não dá conforto

Nem descansa nas malhas do esquecimento
A vida não é espírito nem matéria

Nem a cruel divisão da acção ou inacção.

A vida não tem morte,
Nem o vazio da solidão nas sombras do tempo.

Livre é o homem que vive o eterno.

Porque a vida
É.

Texto : Chidananda Naropa


Amo profundamente este texto... É para mim... a minha verdadeira fotografia... um auto-retrato.

... Do meu Eu mais profundo...
... Do meu sentir ... o pulsar da vida...
... Do meu sentir ... cada inspirar... e ... expirar...

... De cada piscar de olhos...
... De cada batida... do meu coração... em fluxo... e refluxo...

Junto ainda outro que também me é muito... caro ao coração...
Este é retirado do livro do Fernão Capelo Gaivota.


Na superfície do azul brilhante do céu, tentando a custo manter as asas numa dolorosa curva, Fernão Capelo Gaivota levanta o bico a trinta metros de altura. E voa.
Voar é muito importante, tão ou mais importante que viver, que comer, pelo menos para Fernão, uma gaivota que pensa e sente o sabor do infinito.
É verdade, que é caro pensar diferentemente do resto do bando, passar dias inteiros só voando, só aprendendo a voar, longe do comum dos mortais, estes que se contentam com o que são, na pobreza das limitações.
Para Fernão é diferente, evoluir é necessário, a vida é o desconhecido e o desconhecível. Afinal uma gaivota que se preza tem de viver o brilho das estrelas, analisar de perto o paraíso, respirar ares mais leves e mais afáveis. Viver é conquistar, não limitar o ilimitável. Sempre haverá o que aprender.
Sempre.



É assim... Sempre há o que aprender... e voar... sempre... para a frente e para cima!

E ainda porque amo esta Senhora - Lisa Gerrard a cantar... e acho fantástico a mistura com o Final Fantasy... até porque com esta parte do Final Fantasy, sinto-me retratada... um pouco, naquilo que vivi, naquilo que sou... naquilo que serei ... SÓ LUZ!

(Bom... não estou a contar com o final feliz dos principes e das princesas, where she meets he... and live happily forever... Para mim... LUZ!!! ... Regresso a casa)... tudo o mais...


*risos*






Melhor que isto... eheheh... talvez até conseguisse... mas agora não me apetece...



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EU SOU LUZ E QUERO ILUMINAR...
Cada passo do meu caminho para poder partilhá-lo contigo.