segunda-feira, dezembro 7

Quando as ondas batem, VOA!



Hoje fui até à praia, está um dia muito bonito e um sol quentinho. Faço sempre isto cada vez que preciso... seja porque razão for.

Quando lá cheguei, sem ainda ver o mar, comecei a ouvir o ribombar das ondas, o mar a bater, forte.
E à medida que caminhava, com o sol a bater-me na cara, permitia-me respirar cada vez mais profundamente, sobre as transformações que se operam na minha vida, neste momento.

Parei a olhar o mar, sempre gostei.

E veio-me o pensamento, da inexorável força que o mar, esta imensidão, tem sobre qualquer grão de areia da praia.

Eu, grão de areia, como milhares de grãos de areia nesta vida, levamos frequentemente com esta força imbatível que se chama ciclo de vida, provocado pelas mais diversas razões, astrológicas, metafísicas, climáticas, ou por nossa expressa vontade.

Depois parei a observar as gaivotas, estavam duas pousadas na areia, pareciam que conversavam, depois voltaram-se de costas e estacaram durante um tempo naquela posição, depois afastaram-se, cada uma para seu lado, caminhando no seu passito pequeno e curto.

Sorri, perante esta observação.
As gaivotas também fazem movimentos curiosos, independentemente do que isso neste momento representa para mim, mas acima de tudo, observei algo que transcendia aquele movimento terreno que os pássaros faziam. É que as gaivotas, independentemente da força do mar, levantam vôo e planam, e deixam-se elevar, baixar, seguindo o fluxo do vento, e as correntes quentes e frias, e nem sequer precisam de fazer grandes movimentos de asas para o fazer.

Se nós humanos observarmos com atenção a natureza, percebemos que nos agarramos demasiado uns aos outros, como os grãos de areia, desta praia, todos comprimidos e juntos. Que nos agarramos demasiado às coisas... eu bem queria agarrar aquele sol imenso, mas depois não tinha onde o colocar :)... de que me servia então?

E que afinal, somos tão universais como este mar e estas gaivotas e este sol. E que como o mar, podemos seguir o fluxo da maré, e que como o sol, inundar o coração de tantos (começando pelo nosso), como eu fui inundada hoje por ele, e que como as gaivotas, podemos planar, perante todas as adversidades, simplesmente planar, e observar de onde vem o vento melhor para podermos subir ou descer, ou andar mais rapido, ou mais devagar conforme o vento dá.

Se uma gaivota tiver malas às costas, ou mochilas não consegue voar, não é?
Então?!
É que nós humanos, quando, caímos no pó da estrada com o cansaço do peso das malas,  podemos levantarmo-nos, sacudir o pó e continuar mais leves, porque largámos a bagagem (ou ela largou-se da nossa mão).

Claro se vem um raio e estivermos a planar e levarmos com ele na cabeça, não há como fugir à morte, mas isso é outro assunto...
Ou talvez até não, é que até a morte, também é uma simples passagem de estado evolutivo, só que deixamos de existir no corpo físico. Simples, hem? ;)

Então respeitemos os ciclos de vida, aceitemos as mudanças, porque elas servem para crescermos.

E aprendamos a VOAR!!!!


E como há vários de nós a fazer um desenho semelhante, sobre as ondas, e o voar, o perder, e o andar, o guardar e o limpar ... Deixo aqui alguns links...

http://grimoiredomago.blogspot.com/2009/12/abrir-mao-do-que-temos.html

http://onossojardim.blogspot.com/2009/12/as-pequenas-mortes-da-vida.htm

http://viatarot.blogspot.com/2009/12/morte.html





Onda Encantada

7 comentários:

IdoMind disse...

Onda,

Estamos lá!! Grande sintonia!
Fiquei muito feliz ao ler isto porque tens vontade de ir respirar o mar. A mudança já está em curso...graças a Deus.

Gostei da ideia. Vou por o link deste post no Jardim. Acredito que sim, todos estamos a passar perdas.

Mas vês como podem ser boas, tu podes dar-te ao luxo de numa segunda feira ir para a praia ver gaivotas ;) lol

Também estou a precisar de o fazer.

Muitos beijos e mudanças venham daí. Quantas são? Quantas são?

Sonia Beth disse...

Oi Onda,

Feliz de voce que tem o mar bem pertinho.

Estou com a casa em reforma e estou percebendo o quanto é importante manter só o que é necessário. Affffff!!!

Mudei de casa, viu? Novo endereço :
http://soniabeth.blogspot.com/

Quando puder venha tomar um café.

abs

Onda Encantada disse...

Ido,

lol... quantas são... olha... as que tiverem que ser!

Paletes... provavelmente!!! lol...

saibamos nós sempre aceitá-las com amor e gratidão

Beijos

Onda Encantada disse...

Sonia,

mudar de casa é bom! dá pra ver a quantidade de lixo que acumulámos e não nos serve mesmo!
Como em tudo na vida :)

E sim, vou aceitar esse tal cafe, e actualizar também o link por aqui.

Abraço terno

Shin Tau disse...

Ó mulheriii

que coisa málinda!!!

Grandes sintonias de facto por aqui andam. Deve haver uma conjuntura qualquer no céu!!! Ou foi só o Sol em Sagitário e a lua em Gémeos que nos deu esta reviravolta!! Vou averiguar LOL

Bom querida, fiquei só preocupadita com o preto no fundo! Foi uma perda dessas? Se sim, mil raios de luz para ajudar a transformar essa dor.

Seja por que razão for, gostei da cor :)

Vou pôr o link como tu pois este teu testemunho inspirará com certeza as pessoas!

Beijocas

Onda Encantada disse...

Amoriii...

A perda é dolorosa, qualquer delas... :) e se a morte é só uma passagem "pra outra margem" ... eheheh... e se qualquer perda representa uma morte... esta morte aqui representada não tem necessáriamente que ser um desencarne ;)

Confesso que também gosto da cor :)

Toda a luz sobressai mais no escuro, toda a cor fica mais luminosa, todo o brilho se realça mais...

Então... quem sabe não permanecerá assim... por tempo indeterminado :)

Beijocas linda

Maria de Fátima disse...

Olá Ondinha, gostei muito do texto e do vídeo.Quanto ao fundo preto é lindo, mas custa mais a ler.Beijocas.

Selos

EU SOU LUZ E QUERO ILUMINAR...
Cada passo do meu caminho para poder partilhá-lo contigo.