
Temos que reconhecer uma vez mais que o indivíduo não existe sozinho nele mesmo mas na coletividade, e que perfeição e libertação individual não são o sentido completo da intenção de Deus no mundo. O uso livre de nossa liberdade inclui também a libertação de outros e da humanidade, e a perfeita utilidade de nossa perfeição é, tendo realizado em nós mesmos o símbolo divino, reproduzi-lo, multiplicá-lo e finalmente universalizá-lo em outros.
A maioria das pessoas vive em sua personalidade exterior comum e ignorante que não se abre facilmente ao Divino; mas há um ser interior dentro delas, do qual elas não sabem, que pode se abrir facilmente à Verdade e à Luz. No entanto há uma parede que as separa dele, uma parede de obscuridade e não-consciência. Quando ela desmorona, então há uma libertação.
Permanecer tranqüilo dentro, firme na vontade de ir até o fim, recusando ficar perturbado ou desencorajado por dificuldades ou flutuações, esta é uma das primeiras coisas a serem aprendidas no Caminho.
Se há dificuldades, tropeços ou falhas, deve-se olhar para eles quietamente e chamar para dentro tranqüila e persistentemente a ajuda Divina para removê-los, mas não se permitir ficar transtornado ou angustiado ou desencorajado... a mudança total da natureza não pode ser feita em um dia.
9 comentários:
Um texto súblime sem duvida. Tantos conflitos quando procuramos todos o Divino e sem todos não ascenderemos a um plano superior.
Aconcelho vivamente a ler " No tempo das fogueiras" Jeanne Kalogridis
Beijos
Paulo Pires
Paulo Pires, obrigada pela tua visita. Tomarei atenção a esse livro.
Um abraço grande
"Permanecer tranqüilo dentro, firme na vontade de ir até o fim, recusando ficar perturbado ou desencorajado por dificuldades ou flutuações, esta é uma das primeiras coisas a serem aprendidas no Caminho."
E para aprendermos à força atraimos o oposto. Tipo rajadas... uns atrás dos outros... Chegamos ao fim do dia zonzos.
Um abraço
É um facto caro António, é uma das questões mais fortes do caminho, saber permanecer tranquilo mesmo nas maiores adversidades...
Se é fácil? Claro que não! Mas fazível.
E ainda tenho menos duvida em relação a atrairmos tudo aquilo que ainda temos para aprender.
Vejo que até para si a coisa não está a ser fácil.
Hum... Falaremos se quiser, logo à noite no msn.
Um abraço
Pois é tropeçar... aprender com o que nos fez tropeçar faz parte. Fazer escolhas e errar também faz parte.
Mas aprende-se com os erros e isso é que conta na nossa evolução.
Doeu... é passado! Já não doi...
Se aprendemos com o que nos faz tropeçar então vale a pena tropeçar.
Doi. A dor faz parte mas o sofrimento é a ilusão.
Excelente texto.
Fiquem bem.
A Mónada,
Excelente resposta.
É mêm'isso!
:)
Pois, é isso mesmo: "...a mudança total da natureza não pode ser feita em um dia."
Anteontem tropecei noutro ser. Batemos de frente e estatelámo-nos no chão. Pouco restou de nós, só o silêncio e as lágrimas. Depois, felizmente, veio a música na voz de Dulce Pontes: "Povo que lavas no rio,...". Pronto, aqui a corrente quebrou o dique. Foi uma lavagem só. A alma ficou mais limpa... e ainda ajudei a fazer tartes de maçã. Deitei-me ainda 'pesada' mas acordei fresca. Ontem, fui fazer um magusto para perto da Régua, a boa disposição assentou. Hoje, passei mal a noite com as castanhas e o vinho novo, mas a tristeza já se vai dissipando. Agora, vou fazer uma visita ao ser que chocou comigo, é preciso "não se permitir ficar transtornado ou angustiado ou desencorajado". Ele é muito importante para mim, é meu filho. Que a tranquilidade me acompanhe! Este texto deu-me coragem. Ainda tenho muito caminho a percorrer com certos seres da minha vida!... Obrigada 'Cachorrinho'!
Lucy, que a permanência no caminho, não te deixe esquecer da necessidade que temos em permanecer tranquilos e cheios de coragem em cada etapa.
E sobretudo não nos esquecermos de quem somos e de como nos amamos.
Um grande abraço
Cachorro Cósmico Branco
Sou eu a 'lu(cília)ben(vinda)li(ma)ra(mos). Tenho uma irmã gémea que me deixou um comentário a dizer que não se 'dava' com o 'lubenlira'. Daí, passei novamente a ser a 'diminutiva' Lucy. De resto, nada de especial, foram só uns comentários anónimos e inofensivos que me fizeram mudar de blog e de nome, para novamente assumir o mesmo. Para quê mudar? Estupidez minha.
Beijo
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